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domingo, 1 de dezembro de 2013

Espero

Espero

Quem disse que não sei amar?
Tanto sei, que já sofri
Já chorei, até morri
Mas não desamei ao me angustiar.

Só não amo amar...só.
Engana-se quem pensa que sou frio
Sou ardente!
Desejo infernalmente!
E só de pensar, na pele quente
Eu sinto os arrepios.

Sou amante de amores impossíveis
Às almas angustiadas suscetíveis, e espero,
Aquele amor que mesmo imperfeito
Será feito e mantido com todo esmero!

domingo, 17 de novembro de 2013

INCÓGNITA

Que dor no peito,
Que dor na alma,
Que peso neste leito,
Que não consegue a calma.

Ser este ser feio, asqueroso,
Ser além da ilusão.
Coração despedaçado, não saboroso.
Nada, nada do que mil pedaços sem emoção.

Fazer o quê?Nada o que pensar.
Amar, amar a quem?A mim, não dá.
Será que o meu sonhar é real?
O sono vem já.

Soltar a dor do órgão que se chama
vulgarmente de coração,
massa de músculos que se contrai
pulsionando o sangue ao corpo sem dispersão.

O que virá mais tarde?
Um coração que parte.
Parte de partir,
Partir de ir,
Partir de quebrar,
Quebrar o amar,
Amar sem sorte,
Sorte que não quer a morte,
Morte que quer deixar o viver,
Viver que quer deixar-se,
O deixar-se vem na alma.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A Esperança de um Resgate

" Acreditar não é um processo simples
Mas precisamos, para ter esperança...
Acreditar que podemos ser resgatados da condição
Moribunda em que vivemos." -Francis Paixão 

A Esperança de um Resgate

O mundo perde o controle!
Apocalíptico se encontra
Doente ouço a canção
E ela diz que precisamos vender-nos
Mas já nos compraram
Deus é quem sabe ser Deus.
Mesmo que Ele não exista em você
Deus existe no outro por permissão deste
Da forma como existe nele.
Mas ainda assim o sistema adoece as pessoas
Muitas além de recuperação!

domingo, 10 de novembro de 2013

Renascer

Menina que brota do chão
Não pode sair de seu habitat.
A água que a alimenta
Sacia-a todos os dias,
Dá vida, dá sossego,
Não se pode desvencilhar disso tudo.
Caem as folhas, as pétalas
E renascem, e caem, e renascem, e caem ...

Novo dia recomeça.
Água volta a molhar a terra,
Dá vida, dá sossego,
Não se pode desvencilhar disso tudo.
Recaem as folhas, as pétalas
E rerenascem, e recaem, e rerenascem, e recaem ...
Outras folhas nascem, outras pétalas nascem.

Um outro dia rerecomeça.
Água revolta a molhar a terra,
Dá vida, dá sossego,
Não se pode desvencilhar disso tudo.
Caem as folhas, as pétalas
E rererenascem, e rerecaem, e rererenascem, e rerecaem ...
Outras folhas nascem e não são iguais as que caíram.
Outras pétalas nascem e não são iguais as que caíram.

Não se pode desvencilhar disso tudo.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O improviso

O improviso

Estranho aviso da alma

Inquieto procura calma
e com leveza abraça o artista

Improviso na luta viva
criativa nos seus sentidos
Sentimentos da voz passiva
degustada pelos ouvidos


Falo pouco dos meus receios
Quando escrevo me sinto vivo


A alma fala

Eu improviso

Que venha a calma

Dos meus sentidos

A alma fala

Alguém duvida?

Que venha a calma

Um tom de vida

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nenhum

Vamos morrer juntos,
Vamos morrer assim,
Vamos morrer sem assuntos
para pôr nos jornais.

A morte é sábia;
Você não sabe o que é o medo.
Vou acordar cedo
para ver se a morte tem
pena de mim e vem.

O que os dedos deslizando
na areia buscam?
Tentam buscar
o que não há no ser nojento
que grita por fome, sem nome,
sem nada, sem espada,
sem amor, com dor,
com o que se tem,
com o que se não tem,
sem um choro de alma,
sem um choro de música,
sem o suor que acalma
o ser inferior,
este tem o horror
como bandeira
de sua pátria,
de sua mátria
chamada família.


domingo, 3 de novembro de 2013

Real Ilusão




Real Ilusão

Na opressão de regras escuras
Forçados a construírem sua prisão
Não enxergam como fugir da clausura
Em que se põem por obrigação.

Cansados, estão a girar
As engrenagens de sua escravidão
São criados para aceitar
Como racional, esta condição.

" As muralhas que os cercam
São para sua própria proteção"
Diz, os ditadores que alicerçam
As correntes desta escuridão.

Pobres diabos, vivem a esperar
Por uma promessa falsa de libertação!
De que um dia serão os escolhidos
A liderarem, outros que igualmente fracos são!

SÁDICAS PROVOCAÇÕES

Não consigo compreender, minha cara
Ao rever seu sorriso,
Foi-me razão de certa melancolia
Me trouxe pensamentos precisos
Envolvidos por nostalgia

Que o tempo sadicamente dissolveu
Sagazmente com um leve negro humor
O mais singelo gesto padeceu
Até o mais grandioso amor

E de todas as pessoas que passam por nossas vidas
E de todas as milhares de pessoas que passaram por nossas vidas
E de todas as milhões de pessoas que passaram por nossas vidas
E das poucas pessoas que ficaram em nossas vidas
E das pouquíssimas pessoas que ficaram em nossas vidas
E de nenhuma pessoa que ficou na minha vida