Menina que brota do
chão
Não pode sair de seu
habitat.
A água que a alimenta
Sacia-a todos os
dias,
Dá vida, dá sossego,
Não se pode
desvencilhar disso tudo.
Caem as folhas, as
pétalas
E renascem, e caem, e
renascem, e caem ...
Novo dia recomeça.
Água volta a molhar a
terra,
Dá vida, dá sossego,
Não se pode
desvencilhar disso tudo.
Recaem as folhas, as pétalas
E rerenascem, e recaem, e rerenascem, e recaem ...
Outras folhas nascem,
outras pétalas nascem.
Um outro dia rerecomeça.
Água revolta a molhar a terra,
Dá vida, dá sossego,
Não se pode
desvencilhar disso tudo.
Caem as folhas, as
pétalas
E rererenascem, e rerecaem, e rererenascem,
e rerecaem ...
Outras folhas nascem
e não são iguais as que caíram.
Outras pétalas nascem
e não são iguais as que caíram.
Não se pode
desvencilhar disso tudo.

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