Não consigo compreender, minha cara
Ao rever seu sorriso,
Foi-me razão de certa melancolia
Me trouxe pensamentos precisos
Envolvidos por nostalgia
Que o tempo sadicamente dissolveu
Sagazmente com um leve negro humor
O mais singelo gesto padeceu
Até o mais grandioso amor
E de todas as pessoas que passam por nossas vidas
E de todas as milhares de pessoas que passaram por nossas vidas
E de todas as milhões de pessoas que passaram por nossas vidas
E das poucas pessoas que ficaram em nossas vidas
E das pouquíssimas pessoas que ficaram em nossas vidas
E de nenhuma pessoa que ficou na minha vida
Agora a historia chegou ao seu final,
Cada um seguiu estradas distintas
Direções opostas, caminhos opostos
Antagônicas como o bem e o mal
Mas talvez a lógica esteja inversa
E reescrevem o fim daquele conto
É possível que a ordem seja inversa
E a vida seja o mais belo soneto
Escrita por uma decadente escritor
Desprovido de talento
Tendo apenas papel e em seu peito muito amor.
E de todas as pessoas que passam por nossas vidas
E de todas as milhares de pessoas que passaram por nossas vidas
E de todas as milhões de pessoas que passaram por nossas vidas
E das poucas pessoas que ficaram em nossas vidas
E das pouquíssimas pessoas que ficaram em nossas vidas
E de nenhuma pessoa que ficou na minha vida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário