domingo, 17 de novembro de 2013

INCÓGNITA

Que dor no peito,
Que dor na alma,
Que peso neste leito,
Que não consegue a calma.

Ser este ser feio, asqueroso,
Ser além da ilusão.
Coração despedaçado, não saboroso.
Nada, nada do que mil pedaços sem emoção.

Fazer o quê?Nada o que pensar.
Amar, amar a quem?A mim, não dá.
Será que o meu sonhar é real?
O sono vem já.

Soltar a dor do órgão que se chama
vulgarmente de coração,
massa de músculos que se contrai
pulsionando o sangue ao corpo sem dispersão.

O que virá mais tarde?
Um coração que parte.
Parte de partir,
Partir de ir,
Partir de quebrar,
Quebrar o amar,
Amar sem sorte,
Sorte que não quer a morte,
Morte que quer deixar o viver,
Viver que quer deixar-se,
O deixar-se vem na alma.


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