- Tudo bem, eu poderia saber o porquê de você
ter me chamado aqui tão tarde da noite? – Carol pergunta para Samuel.
- Já te falei! Sara está muito estranha,
acho que algo está acontecendo com ela, e acho que a resposta para tudo o que
está ocorrendo está aqui dentro. – Samuel fala andando em direção ao casarão.
- Coisas estranhas acontecendo? Como
assim Samuel, relaxa um pouco, você está ficando paranoico com essa história de
que a Sara está ligada aos assassinatos e tudo mais! Deixa sua irmã em paz! E
outra, eu não vou entrar nesse casarão não! – Carol cruza os braços e encara o
namorado.
- Eu nunca falei que Sara é a culpada
pelos assassinatos, só disse que não conseguia parar de relacioná-la com as
mortes.
- E não é a mesma coisa?
- Claro que não! – Samuel vai em direção a
Carol e lhe da um beijo. – Não me diga que você está com medo de entrar no
casarão?
- Não é questão de medo! Você está querendo
entrar em um casarão onde uma família foi morta e ainda por cima de madrugada!
Por acaso você nunca viu um filme de terror na sua vida? Sempre que um idiota
faz isso algo de ruim acontece!
-
Depois sou que sou o paranoico.
Carol da um soco no braço do rapaz. Samuel
a abraça e os dois entram no casarão, ele pega uma lanterna e começa a iluminar
o lugar, manchas de sangue seco podiam ser vistas, Samuel decide segui-las.
Eles continuam a iluminar as manchas e a segui-las, quando acabam chegando a
uma sala vazia, a única coisa que chamara a atenção do casal no lugar foi um
grande espelho embutido à parede.
Por algum motivo Samuel se sentiu atraído
pelo objeto, ele solta Carol e começa a andar em direção ao espelho como se
estivesse em transe. Carol chamava por ele, mas ele não dava respostas, Samuel
já estava a cerca de dez centímetros do espelho, quando desperta ao ver uma mão
batendo com força na parte de dentro do objeto.
Samuel se assusta e da alguns passos para trás,
ele esfrega os olhos e olha novamente para o objeto, e mais uma vez uma mão
bate do outro lado do espelho. Tomado por um impulso Samuel da um soco no
objeto, ele se quebra fazendo com que seus cacos caiam pelo chão. Gotas de
sangue saem das mãos do rapaz, mas a dor que ele sentia fora ofuscada pelo que
ele acabara de ver, por detrás do espelho havia um compartimento, um
compartimento que guardava um corpo que estava envolto a desenhos.
O rapaz tira o corpo do lugar e desesperado
ele rasga os papéis, quando ele vê o corpo lágrimas brotam de seus olhos ele
cai em desespero.
Era o corpo
de Sara.

Nenhum comentário:
Postar um comentário