A dor de ver o corpo de sua irmã já em estado
de decomposição fazia com que Samuel sentisse uma dor que ele nunca pensara que
sentiria em sua vida, uma dor que ele sabia que nunca poderia ser curada. De
repente toda aquela tristeza acabou se transformando em ódio. Quem fizera
aquilo com Sara? Quem tinha a raptado e matado? E o que mais enfurecia
Samuel... quem ousara tomar o seu lugar?
Ele deixa o corpo ali mesmo e corre em
direção a sua casa, sendo seguido por Carol que também está em estado de
choque. Quando os dois chegam à casa se deparam com Sara, ou melhor, com aquilo
que possuía a mesma aparência da garota.
- Carol! Há quanto tempo! – Sara corre
em direção à amiga para lhe dar um abraço, quando é interrompida por um
empurrão que a lança no chão. – Samuel? Porque você fez isso?
- Quem é você? – Samuel gritou. –
Responda! Quem é você?
- Como assim quem sou eu? Eu sou sua
irmã Samuel! Eu sou Sa...
Antes que ela terminasse a fala, Carol
pega um vazo de planta que estava posto na mesinha da sala e lança em direção a
Sara, antes de o objeto entrar em contato com a garota ele se estilhaça,
fazendo com que seus cacos caiam sobre o chão.
Sara olha aquilo e faz cara de
surpresa, mas cerca de dois segundo depois um sorriso aparece em seu rosto. Uma
gargalhada assustadora sai da garganta da garota, ela se levanta e encara o
casal que esta na sua frente, com um movimento rápido ela pega uma de suas
mechas de cabelo, colocando-a detrás da orelha e diz.
- Pelo jeito não vai dar mais pra
fingir.
- Quem é você? – Samuel pergunta mais
uma vez, encarando aquela que estava na sua frente.
- Bom, eu já fui várias pessoas, vamos
ver... Jéssica, Samanta, Calisto, Maria... e agora sou Sara. – ela da uma
risada.
Samuel é tomado pela fúria e investe um
golpe contra aquela garota, mas ao ver a intensão do rapaz ela faz um simples
movimento com as mãos e lança Samuel conta a parede. Ele tenta se levantar, mas
é inútil. Carol corre em direção a Samuel, preocupada com o namorado.
- Por quê? Porque você está fazendo
isso? – Carol gritava. – Porque você matou Sara e tomou o seu lugar?
- Matar Sara? – ela da mais uma
gargalhada. – Eu não matei essa garota, quando eu ceguei ela já estava morta! –
ela vai em direção ao sofá e se senta. – Bom, acho que eu estou devendo algumas
explicações.

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