Sara deu
apenas três passos e logo depois caiu inconsciente. Samuel se volta para a
garota e se certifica se ela está bem, felizmente ela estava apenas dormindo. O
rapaz pega a irmã no colo e a leva até o segundo andar da casa, ele chuta a
porta do quarto que a meses estava fechada. Sara agora estava na segurança de
sua casa e Samuel estava feliz por isso, mas o que estava acontecendo com a sua
irmã? Porque ela estava agindo daquela forma?
Ele
acaricia os cabelos de Sara e percebe que, de alguma forma, ela trazia uma
expressão alegre no rosto, como se estivesse em paz. Samuel sai do quarto com
cuidado, cerra a porta e pega seu celular, ligando para seu pai. Depois de
cerca de dez minutos o pai e a mãe de Samuel chegaram em sua casa.
- Onde ela
está? – o pai do rapaz pergunta.
- Papai!
Mamãe! – antes que ele possa falar, Sara aparece, descendo as escadas
rapidamente e indo em direção ao seus pais, dando-lhes um abraço.
Lágrimas,
beijos, abraços apertados. Finalmente a felicidade tinha voltado a aquela casa.
Logo depois, Sara se volta para Samuel e o abraça, ela parecia não se lembrar
do que tinha ocorrido quando ela chegara. Samuel tentou fazer com que sua mente
esquecesse do incidente, mas tal tarefa era extremamente difícil.
O dia do
reencontro foi realmente marcante, todos tiraram o dia de folga, apenas para
matar a saudade. Ninguém, por mais que quisessem saber, perguntara sobre o
porque do desaparecimento. Um jantar especial foi feito, o prato preferido de
Sara foi servido, logo depois da refeição cada um se dirigiu para os seus
aposentos afim de dormir, afinal, aquela seria a primeira noite que todos
poderiam descansar de verdade.
Madrugada,
Samuel ouve um barulho. O rapaz sai em disparada para ver se Sara estava bem,
mas quando chegou no quarto notou que estava vazio. Quando ele se virou para
procurá-la em outro lugar, eis que Sara estava na porta, ajoelhada. Ela tremia
muito, estava com suas duas mão sobre o rosto e chorava amargamente, por mais
que Samuel tentasse chamar sua atenção ela não respondia. O rapaz vai até a
irmã, ainda tentando ouvir alguma resposta, a garota continuava a chorar.
Samuel se aproxima ainda mais e chama Sara mais uma vez, ela para de chorar,
lentamente ela tira suas mãos do rosto e olha para Samuel, o rosto dela estava
rachando como se fosse feito de porcelana, de um em um, os pedaços do rosto
caiam no chão, se estilhaçando.

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